sexta-feira, 18 de setembro de 2015

16º Mutirão Castração Evolução

O mutirão foi marcado para o dia 25/07/15, ainda na escola Auxiliadora Paiva!!
Havia expectativa para este mutirão, que em agosto completaria 2 anos e que poderia chegar aos 500 animais castrados. A expectativa era de quantos animais seriam castrados, pois poderíamos ou não atingir este número!!
O processo de preparação foi exatamente o mesmo que contei aqui, do último mutirão. Fomos na sexta e montamos o que foi possível e deixamos para sábado somente o que não tinha mesmo como fazer na sexta.
Pelas inscrições, atingiríamos tranquilamente os 500 animais! Porém, mesmo com a espera que pode ser grande, algumas pessoas simplesmente não aparecem no dia!! As vezes a pessoa faz a inscrição, espera um tempão, muitos até levam o animal para coletar o sangue para exame e no dia não aparecem e nem ligam para explicar o que aconteceu e acabam perdendo a vaga. Não dá pra entender. Por isso a expectativa era grande!! Todos queriam que atingíssemos os 500.
Este mutirão também estava marcado para começar às 9h. É necessário chegar mais cedo e organizar tudo que não foi possível na sexta a noite. Por exemplo, nesta escola a sala onde fica o lanche fica fechada e só pode ser montada sábado de manhã. Os setores que ficam na área externa também só podem ser montados sábado de manhã, pois as mesas não podem passar a noite fora das salas. Sendo assim, a secretaria, a tosa, a venda de lanche, a venda de camisetas e outros itens, só podem ser montadas sábado de manhã.
Quando eu cheguei, por volta das 13h, a Josi já tinha feito a maior parte do que tinha pra fazer na secretaria. Pois a maioria das pessoas chegou antes desse horário. Ela havia estabelecido uma forma de controle de pagamento da taxa, venda de medicamento, de camisetas, de lanche e já estava tudo encaminhado.
Tivemos uma inovação neste mutirão!! Todos os animais castrados por nós, a partir de agora, terão uma marca, uma tatuagem, em que constará o número do mutirão e a senha daquele animal. Isso para que, se no futuro, algum animal que tenha sido castrado no mutirão, apareça pelas ruas e seja capturado, possamos saber que ele já é castrado e pela identificação poderemos saber se é um animal de rua ou se tem dono e poderemos rastreá-lo e chegar até o dono. Saberemos se houve fuga ou abandono!!! A tatuagem será feita na orelha direita dos animais!!
Tudo estava transcorrendo normalmente, sem maiores problemas!! Tivemos problema como o colchãozinho térmico que não funcionou no pós, mas as meninas usaram garrafas pet com água quente, que funcionou também!
Como algumas pessoas não levaram os animais inscritos, foi feito contato com outras pessoas que estavam inscritas para verificar se tinham interesse em levar seus animais de última hora. Algumas pessoas aceitaram e levaram os animais e aceitaram as condições de levar animais assim de última hora!!
Mesmo com a substituição dos faltantes, conseguimos terminar bem mais cedo do que o último mutirão!! E foram castrados 39 animais, o que quer dizer que conseguimos atingir a meta! 504 animais castrados em 2 anos de projeto!!!
Já estávamos com a arrumação avançada, muita coisa guardada, muita coisa limpa e arrumada, quando um gatinho apresentou um sangramento excessivo no corte. Foi necessário buscar o material, que já estava guardado, para socorrê-lo. Mas deu tudo certo! A veterinária conteve o sangramento e refez os pontos e ele ficou ótimo!!! Quando estávamos quase terminando, teve-se a ideia de se tirar uma foto dos voluntários!! Conseguimos muitos e foi a primeira vez que tivemos essa ideia. Mas, se tudo der certo, não será a última vez!! Tentaremos tirar fotos assim mais frequntemente!!!

Lojinha


Secretaria


Tosa


Sala de cirurgia


Tatuagem


Sala de pós


As moças da sala de pós


Veterinária na sala de pós, verificando o animal


Boa parte da turma

1ª Pizza Beneficente

O projeto Castração Evolução não tem verba própria!! E apesar de todos que trabalham no projeto serem voluntários, existem outros gastos, que não são baixos!!
Para a realização de um mutirão é necessário comprar materiais para as cirurgias, instrumentos cirúrgicos, material de limpeza, material de escritório, material para esterilizar os instrumentos cirúrgicos, eventualmente comprar lâminas para as máquinas de tosa, eventualmente enviar algum equipamento para manutenção. São inúmeros gastos, que as vezes nem sabemos que existem.
A primeira verba, lá no início, veio através da venda de livros!!! Já contei aqui que as pessoas doavam livros usados e a Ludmila vendia. E ela percebeu que dava certo e com isso, depois de 4 meses vendendo livros, foi possível realizar o primeiro mutirão. Como a venda dos livros deu certo e as pessoas continuavam, e continuam até hoje, doando livros, esta é a principal fonte de renda do mutirão. Acontece, que com o passar do tempo e a experiência adquirida a cada mutirão, sempre tem mais gastos. É um equipamento que é interessante ter, um medicamento que é melhor, o tipo de material que pode facilitar e tudo isso custa dinheiro e não é pouco.
De vez em quando ganhamos algumas coisas e fazemos rifas, fizemos umas camisetas para vender, inclusive se alguém quiser comprar estas são as fotos e é só entrar em contato por inbox na página do Castração Evolução no facebook.

Camisetas


Pensando assim, em arrecadar fundos, foi dada a idéia de fazer pizza. Tentaríamos conseguir doações de ingredientes para as pizzas, compraríamos a massa pronta, faríamos as pizzas e em um dia determinado, as pessoas iriam buscar as pizzas, que seriam vendidas antecipadamente.
Primeiro houve dúvidas. O receio se isso seria uma boa idéia, se valeria a pena, se teria um bom retorno. Mas só saberíamos isso tudo, se fizéssemos as pizzas e assim decidimos que valeria a pena fazer para experimentar.
Marcamos a data para 13/06/15. Esta seria a data da entrega das pizzas e começamos a corrida: decidir quais os sabores fazer, correr atrás das massas, dos ingredientes, das embalagens. Era bastante coisa!!! Mas o que ajudou demais foi a experiência que um amigo da Ludmila e do Zé, o Higor, tinha em pizzas beneficentes e ele topou ajudar e deu todas as dicas necessárias, ele tinha contato de uma pessoa que fazia a massa pré pronta, sabia lugares onde era mais barato comprar ingredientes (recebemos algumas doações, mas não foram tantas quanto gostaríamos). E tinha que arrumar um local também. Tinha que ser um lugar espaçoso para que as pizzas pudessem ser montadas em série e que tivesse um local em pudéssemos colocar todas as pizzas prontas, para aguardar que quem havia comprado fosse buscar!!! Conseguimos a liberação do espaço da Casa Espírita Gumercindo Gimenez, que tem um espaço bem grande onde é servida a sopa, tem a cozinha e tem uma salinha que poderíamos usar para colocar as pizzas prontas, que é bem na entrada no centro e aguardar que as pessoas fossem buscar.
A trabalheira começou na sexta, o Higor e minha mãe fora pra lá. Minha mãe deu uma geral no local, limpou tudo!! Depois picaram tudo que dava pra picar, fritaram o que dava pra fitar e já deixaram tudo bem adiantado. No sábado várias pessoas foram de manhã para montar as pizzas. Trabalho em série, um colocava um ingrediente, outro colocava o próximo e assim até concluir a pizza!!! E ficaram ótimas, caprichadas, com recheio generoso!!!
Eu só pude ir após 12h, como sempre!! Quando cheguei já tinham montado todas as pizzas e elas já estavam na salinha, onde aguardariam as pessoas irem buscar. E nessa hora só ficamos minha mãe e eu e a Ludmila e o Zé! Ficamos lá até umas 19h e muita gente não apareceu para buscar. Alguns esqueceram, outros compraram mais pra ajudar e nem tinham mesmo a intenção de pegar a pizza. O fato é que sobraram muitas pizzas e a Ludmila teve que levar pra casa e colocar no freezer. Algumas pessoas apareceram lá para buscar depois, mas outras não e nem deram notícias. Algumas pizzas foram revendidas, mais baratas, pois do contrário ia perder!!
O resultado final foi bom!! Tanto que já se cogita fazer outra vez!!! Aguardemos!!!

Pizza


Pizza


Pizza

15º Mutirão Castração Evolução

O 15º Mutirão foi marcado para o dia 16/05/15 e desta vez seria na Escola Municipal Auxiliadora Paiva. Eu já tinha ido uma vez nesta escola para levar um gatinho para castrar e depois ajudei na organização e limpeza ao final do mutirão, mas isso antes de ser voluntária. Na verdade foi onde tudo começou!!
Este seria o meu 9º mutirão e eu já estava ansiando por um mutirão. É engraçado, porque é comum termos abstinência de mutirão. Ficamos torcendo para marcar logo! Que assim vamos trabalhar em prol dos animais e vamos nos encontrar!! A turma de voluntários é muito boa!!! Pessoal muito gente boa e a gente acaba mesmo sentindo falta de juntar todo mundo.
Bem, eu não conhecia o esquema de mutirão nessa escola ainda. Combinamos de ir para a escola na sexta para organizar tudo que fosse possível! Este mutirão também começaria mais cedo (estes mutirões começam mais cedo porque temos uma veterinária voluntária, que vem de Uberlândia, na sexta se não me engano, e de manhã ela já está disponível e por isso ela já começa a operar). Chegamos lá pouco depois das 18h e começamos! Quando é em escola, nós temos que desmontar duas salas de aula e isso consiste em tirar as carteiras (de forma que essas mesmas voltem depois para as mesma salas) e depois limpar. Para a sala de cirurgia juntamos muitas mesas de modo a fazer uma mesa bem grande, onde se coloca tudo referente às cirurgias (medicamentos, instrumentos, gazes, seringas... tudo que se usa para as cirurgias), ao lado de cada mesa cirúrgica fica uma mesa também, para que se coloque tudo que vai usar ali na hora. Todas estas mesas são forradas com um plástico para que não suje! As paredes também são forradas com esse plástico para que não haja risco de sujar. Usamos mesas também na secretaria, na tosa, na esterilização e todas estas mesas precisam ser identificadas de alguma forma, para que voltem para a sala onde estavam. Para a sala de pós, colocamos as carteiras nos cantos da sala e as que não serão usadas na sala cirúrgica também vão pra lá, de modo que o meio da sala fiquei totalmente livre. Separamos algumas cadeiras para o pessoal do pós e depois passamos o plástico nas mesas e cadeiras para proteção. Então na sexta a gente desmonta as salas, passa o plástico de proteção, monta as mesas cirúrgicas, coloca e forra as mesas que ficam ao lado das mesas cirúrgicas, já deixa as mesas que serão usadas fora das salas separadas (mas ainda dentro das salas, porque não podem passar a noite fora da sala), montamos a mesona para colocar os itens usados nas cirurgias, muita coisa já fica lá. É preciso verificar se as lâmpadas são suficientes. Isso porque normalmente as cirurgias vão até a noite e se a lâmpada não for boa e eficiente, trocamos (o mutirão tem algumas lâmpadas bem fortes) e isso pode ser feito na sexta também. O ideal, principalmente quando as cirurgias vão começar mais cedo, é que o máximo de coisa fique pronta na sexta a noite!! Depois que terminamos, trancamos as salas e no dia seguinte monta-se o que não foi possível no dia anterior.
O mutirão em si foi bem tranqüilo, dentro da normalidade. Porque o normal é ser corrido, tem hora que a gente tem que andar pra lá e pra cá... mas isso é o normal!!
O que teve de diferente, foi um cachorrinho (ou cachorrinha, não me lembro bem), que depois da cirurgia, não voltava à temperatura normal. Isso pode acontecer e depende do animal, assim como tem uns que demoram mais do que outros para voltar da anestesia. E a veterinária que estava responsável por dar alta aos animais do final preferiu esperar que a temperatura aumentasse mais. Com isso, tudo já estava arrumado e limpo, com exceção do cantinho onde estava a cachorrinha no colchão térmico e uma turma aguardando a temperatura da bichinha subir. Ficamos lá até meia noite, batendo papo!! Todo mundo cansado, mas até que foi divertido!!! A veterinária disse que queria que chegasse pelo menos em 37º C para dar alta pra ela (a temperatura corporal do cão é mais alta do que a do ser humano)... aí sentou todo mundo na porta da sala e ficou batendo papo e de tempos em tempos alguém ia lá e media a temperatura!! A torcida pelo aumento da temperatura já estava parecendo torcida de futebol ou vôlei... hahahahahahaha.
Foram castrados 34 animais!!

Sala de espera dos gatos


Tosa


Lidando com os gatos


Ludmila e Chico


Cantinho da Esterilização


Sala de cirurgia


Sala de pós


Sala de pós

14º Mutirão Castração Evolução

Mutirão marcado para o dia 21/03/15 e novamente no CRAS Francisco Duarte!!
Este mutirão ia ter a presença ilustre do mascote da turma, o Zack!!! Ele é um cachorro muito lindo e que não tem as duas patas dianteiras. A Ludmila, a idealizadora do projeto, o adotou bem filhote, aquela bolinha mais fofa e que depois cresceu e virou um cachorro lindão e bagunceiro. A cara dele foi usada de inspiração para a arte das camisetas! A dele e da Pucca (aquela gatinha que foi resgatada, castrada e adotada no último mutirão)!!
O Zack é conhecidamente bagunceiro, agitado, tem um latido grosso e alto!! Foi um dos primeiros a chegar e consequentemente um dos primeiros a entrar para a sala de cirurgia. A cirurgia correu com tranqüilidade (eu acho) e quando ele foi para a sala de pós, ficou sob os cuidados da Gisele e da Melina!!
Quando eu cheguei, por volta das 13 horas (este mutirão começou por volta das 9h), fiquei sabendo da confusão que o Zack arrumou!!! Mas tadinho, não foi culpa dele não. Ele já estava estressado com a movimentação diferente da rotina dele, voltando da anestesia, ainda meio doidão e a Gi, toda amorosa, foi dar uma abraço nele! Ahhhh, pra quê??? Ele ainda meio grogue, sem entender o que estava rolando, não vacilou e deu uma mordida na Gi!! Bem acima do peito!! Ê Zack custoso!! Hahahahahahahahaha.
Nós também levamos um cão para castrar nesse mutirão, o Pirulito!!! Esse cachorro chegou lá em casa ainda filhote, no tempo em que estávamos dando lar temporário para uma cadela e seus 7 filhotinhos (eram oito, mas um moço que auxiliou no resgate ficou com um deles). Nessa época, algum sem noção simplesmente queria se desfazer de um filhotinho (nunca vou entender a maldade das pessoas), o jogou lá em casa. Em tempo do Cadu (o nosso outro cão) pegá-lo!! O Cadu não é muito fã de animais pequenos, como gatos e cães pequenos e desconhecidos. A sorte é que esse pobre bichinho se escondeu debaixo do carro e o Cadu não pôde alcançá-lo. Minha mãe que ouviu a barulheira foi ver o que estavam acontecendo e achou o filhote e o resgatou. Como a cadela estava amamentando e ela era mansa e tranqüila, deixou o filhote junto dela e seus filhotes. Ele era um pouco mais velho dos que os filhotes dela mesmo e no começo ela ficou meio receosa, mas com o passar do tempo eles começaram a se entender e o filhotinho já estava enturmado e estava até aproveitando e mamando na mamãe! Esses filhotinhos foram cuidados até o desmame e depois de desmamados foi marcada uma feirinha de doação com esses filhotes. No dia da feirinha, por incrível que pareça, foi o primeiro que teve um interessado. Mas infelizmente foi um rapaz que não podia levá-lo na hora, mas pediu que o deixasse reservado para ele!!! Grande erro... pois ele não voltou para buscá-lo e ele acabou ficando pra trás. Com isso ele foi ficando, ficando, ficando... até que concluímos que ele não seria doado mesmo e até porque ele já estava adaptado lá em casa. Por causa disso achamos melhor castrá-lo e conseguimos a vaga para o 14º Mutirão. Demos o nome de Pirulito!!! A Melina, uma voluntária muito querida, achou o nome controverso, porque ela também tem um Pirulito que também foi castrado no mutirão, hahahahahaha. Plágio de nome!!!
Bem, mas o Pirulito não deu trabalho nenhum, ficou bonzinho e dessa vez não foi o animal lá de casa que foi o centro das atenções!!! Ele é tranqüilo e perdeu o posto de “fazedor de confusão” para o Zack, aquele lindo!!!

Tosa


Sala de cirurgia montada


Sala de pós montada


Sala de pós


Zack no pós operatório


Pirulito

12º e 13º Mutirão Castração Evolução

Com o passar do tempo e as pessoas tomando conhecimento do trabalho do Castração Evolução, o número de inscrições aumentou bastante. Tínhamos ainda muitas inscrições, algumas esperando há muito tempo, e não estávamos conseguindo finalizá-las. Por este motivo foi definido que não se faria mais nenhuma inscrição até que pudéssemos diminuir bastante ou acabar com as inscrições já feitas, para evitar que as pessoas esperassem tanto tempo.
Como eram muitas, definiu-se um mutirão dobrado! Seria sábado e domingo!!
As datas escolhidas foram 07 e 08 de fevereiro de 2015, os primeiros do ano!! O local escolhido foi o CRAS Francisco Duarte, que já é parceiro do mutirão.
Começaram os contatos com as pessoas que já estavam cadastradas, para informar a data, local e para instruções sobre os exames pré cirúrgicos. Neste contato acaba-se descobrindo que alguns animais já foram castrados (não deu tempo de esperar) ou que alguns animais já morreram  e isso acaba por diminuir um pouco o número de pessoas. Mas a maioria ainda estava aguardando. Existem casos também em que a pessoa mudou o número de telefone ou em que não se consegue estabelecer contato com a pessoa. Muitas coisas podem acontecer nos tempos que precedem um mutirão.
Depois do contato feito, são marcadas algumas datas para a coleta de material (sangue) para a realização dos exames e nesse momento também algumas pessoas desistem. Alguns por impossibilidade mesmo de levar o animal, mas o que percebo que muitas vezes é a boa e velha preguiça ou o total desinteresse que causa o esquecimento!
Bem, mas o fato é que depois de todo esse processo é que temos uma idéia aproximada da quantidade de animais que serão operados e até o fim do mutirão esse número pode mudar por vários outros motivos (alteração nos exames e desistência no dia do mutirão são alguns deles).
Bem, chegou o dia do mutirão e desta vez optaram por dar início às atividades mais cedo, ainda na parte da manhã. Se isso ocorre é porque pelo menos um veterinário pode chegar mais cedo, pois do contrário é impossível!
Os trabalhos de sábado começaram por volta das 11h. Seria mais cedo, mas houve uma emergência na clínica em que a veterinária que chegaria cedo trabalha e ela acabou atrasando. Mas depois que ela chegou as cirurgias começaram e correu tudo bem! Finalizamos o dia com 27 animais castrados.
Fizemos a limpeza e deixamos tudo encaminhado para o dia seguinte!
No domingo, eu e minha mãe chegamos às 7h e já tinha gente esperando!! Estava marcado para começar às 8h. Eu juro que já tentei entender as pessoas que acham que é realmente interessante chegar tão mais cedo assim, mas não consigo. A pessoa vai ter que esperar até a hora que foi marcada e mesmo que pegue a senha 1, isso não garante que depois vai ser rápido, por vários motivos que independem de nós. As vezes o próprio animal demora pra voltar da anestesia (já teve vez que uma cadelinha entrou para a sala de cirurgia durante a tarde e demorou horas até voltar da anestesia. E não foi por nenhum motivo extraordinário, ela simplesmente não acordava, mesmo estando tudo normal. Só acordou a noite, quase no fim do mutirão). Bem, mas cada um é cada um e às 7h já tinha gente lá. Chegamos e fomos organizar tudo, montar a secretaria outra vez (não podia ficar nada de fora durante a noite) e os outros setores que não ficam dentro de salas.
Este dia de mutirão tivemos uma situação inusitada, mas linda e emocionante!!! Numa saída da minha mãe para comprar pó de café, ela levou a Helena, uma menininha linda que tinha ido com os pais para levar seu gato para castrar. Na volta encontraram uma gatinha que estava perdida na rua. Essa gatinha estava na vizinhança desde o dia anterior!! Elas resgataram a bichinha, que era super mansa e dócil e aceitou o colo numa boa. Quando chegaram de volta, todo mundo ficou encantado com a gatinha. Ela deveria ter uns 4 meses. Ela era tão mansa, que foi no colo de um monte de gente!!! Assim que ela chegou foi anunciada como para a adoção!!! E ficou circulando de colo em colo, ronronando e sendo fofa. Conversamos com uma das veterinárias para saber se ela castraria essa fofa e ela aceitou!! Voltamos anunciando que a bonitinha estava para adoção e que sairia dali já castrada!!! Como ela estava sem caixa de transporte, levaram ela para a sala de pós até o momento de ser lavada para a sala cirúrgica. Na sala de pós ela fez o maior sucesso, pois se encantou com o Gatto (o gato da Helena) que já tinha sido castrado e estava se recuperando. Ela foi chagando perto, foi chegando perto e acabou deitando na barriga dele, como pode ser visto na foto!! Uma moça que tinha levado uns gatinhos para castrar se encantou por ela e resolveu adotá-la e a batizou Pucca!! Foi um caso que foi de um extremo, o abandono nas ruas, a outro, castração e o encontro de um lar!
Neste mutirão nós levamos dois cães para castrar, o Pique e a Cinzinha.
Minha mãe resgatou esta cachorrinha (a Cinzinha) que estava apavorada, no cio, um monte de cachorro em volta dela e ela se escondendo encolhida num cantinho. Assim que resgatou já levou direto em uma clínica onde ela tomou banho e foi tosada (ela é do tipo peluda e estava com pelo grande e embolado) e nesse momento que foi visto que ela estava coberta de carrapatos e estava com TVT (um tipo de doença venérea dos cães). Como nesta clínica eles não tinham o tratamento quimioterápico, levamos para ela tratar em outra. Quando a levamos para castrar, o tratamento já estava concluído e ela estava ótima.
O Pique é um cachorro grande, porém extremamente medroso e ficou muito tenso com a saída de casa. Ao contrário dele, a Cinzinha foi uma lady, não deu um pingo de trabalho.
A cirurgia deles foi tranqüila, mas o medo do Pique fez com que ele desse trabalho na sala cirúrgica, antes de apagar... hahahahahahaha. Ele tem medo de tudo.
A cirurgia da Cinzinha foi tranqüila também (quando digo que foi tranqüila, me refiro ao pós que eu vejo, pois eu não tenho acesso à sala de cirurgia e só fico sabendo por terceiros o que se passa lá durante as cirurgias). A veterinária que a castrou usa uma técnica chamada técnica do gancho, que é minimamente invasiva, um corte bem pequeno, onde foram dados dois pontos apenas. Isso possibilitou uma recuperação super rápida! No dia seguinte ela já estava brincando e pulando como se nem tivesse sido operada!!! Muito bom!!
No dia do mutirão, tinha um cachorrinho peludinho também, meio acinzentado também e por dois momentos o dono desse cachorrinho quase pega a Cinzinha... hahahahahaha. Quando teve alta a Gisele, voluntária do pós operatório, veio trazendo ela no colo e esse moço já foi na direção dela achando que era o cachorro dele. Eu estava do outro lado da quadra e vi que era a Cinzinha e fui também na direção da Gi. Perguntei se era a Cinzinha e ela leu no cartão e disse que sim. Eu disse que estava comigo e pedi que ela continuasse no pós, pois eu iria esperar o Pique ter alta para levar os dois juntos. O moço ficou meio sem graça e voltou a esperar. Mais tarde, quando íamos levá-los pra casa e saindo com ela no colo, o moço veio de novo na nossa direção!!!! Hahahahahahahahaha, tá conhecendo legal o próprio cachorro né?!?!?!
Bem, tudo correu tranquilamente, o máximo possível, no segundo dia foram castrados 35 animais!!!
Conforme ia acabando o trabalho nos setores, íamos desmontando e limpando o local. Todo mundo já estava bem cansado!! Quando as cirurgias acabaram começamos a desmontar e limpar. Por último ficou a sala de pós e a parte de fora!! Acabamos perto das 21h e fomos pra casa! O cansaço bateu forte quando chegamos, mas foi, como sempre, muito bom!!!


Sala de cirurgia


Voluntários na sala de cirurgia


Sala de pós


Pucca e Gatto


Palestra

11º Mutirão Castração Evolução

Este foi mais um mutirão que seria realizado para um protetor! A escolhida foi a mãe de uma das veterinárias do projeto, que mantinha em seu sítio vários animais, a maioria recolhido da rua ou estrada (sim, tem muita “gente” que abandona os animais em estradas, com menos possibilidade de arrumarem comida, água, com mais chances de serem atropelados. Nunca vou entender a maldade humana). Ela queria evitar que eles procriassem e como eram muitos, ela conseguiu o direito a um mutirão exclusivo.
A data escolhida foi 06/12/14. A visita ao local para verificação das condições, só foi possível na sexta feira, dia 05. O local não era 100% apropriado, pois a varanda onde seria a sala de cirurgia era pequena, não havia ponto de água perto, a iluminação não seria muito adequada após o pôr do sol e por isso foi necessário improvisar da maneira que foi possível.
O mutirão normalmente começa após às 13h e desta vez não foi diferente. Como o local é fora da cidade, precisei de carona para chegar. Minha mãe (já comentei que ela também é voluntária do projeto??? Já né??) me buscou.
Chegamos e tinha almocinho pra gente e depois mãos a obra!!!
Novamente os animais não haviam sido separados, não se sabia exatamente qual animal seria castrado e voluntários tiveram que entrar no canil para cercar e capturar os animais.
Uma voluntária, a Lu se não me engano, deu uma pancada no cotovelo, tadinha, ao tentar cercar um cachorro. Aliás, neste mutirão ela saiu ralada e fedida, pois é uma das responsáveis pela tosa e alguns animais resolveram fazer xixi e cocô na hora da tosa!!! Hehehehehehehehe.
Desta vez não houve grandes fugas do tipo daquela ocorrida no último mutirão, mas teve momento de dar uma corridinha atrás de algum animal mais assustado.
As cirurgias começaram e foi tudo bem! Como não se sabia ao certo quais animais seriam castrados, alguns que apareceram lá entraram na fila. Uma moça, que trabalha na fazenda, se não me engano, chegou com uma cadelinha e foi instruída a ficar aguardando, pois se houvesse possibilidade ela seria operada. E ela foi!!
Ao final das cirurgias, fomos desmontar toda a parafernália e limpar o local!! Quando estávamos terminando a Rosani, que tinha levado alguns animais para castrar também, foi organizar as caixas dos gatos e os cães no carro. E ela ia dar carona para a Lu, que também levou um gato. Ficamos de fora só observando como elas conseguiriam colocar tantas caixas de transporte com gatos e mais cachorro dentro de um fusca e mais a Rosani e a Lu!!! Até hoje não entendi, mas sei que coube tudo e que todos chegaram bem em seus destinos.
Depois que terminamos tudo e já estávamos na estrada, voltando para a cidade, pegamos uma baita chuva. São Pedro ajudou demais segurando a chuva até o fim dos trabalhos. Imagino que tenha uma mãozinha de São Francisco de Assis nisso aí!!!


Sala de cirurgia


Sala do pós

domingo, 5 de julho de 2015

10º Mutirão Castração Evolução

Desde que eu comecei a trabalhar no Mutirão, que ouvia falar que havia a vontade de fazer um mutirão exclusivo para uma protetora da cidade, que recolhe vários animais e cuida deles. Eram tantos animais que os mesmos estavam divididos entre duas chácaras. Uma da família dela e outra dela (que ainda nem tinha construção). Resolveu-se então realizar o 10º Mutirão na chácara dessa protetora para que, pelo menos, os animais não procriassem.
A data escolhida foi 18/10/14!
Sempre que se marca um mutirão, especialmente em um local onde nunca foi realizado antes, minha mãe, responsável pela organização e limpeza do evento, vai ao local para verificar o espaço, para verificar se existem tomadas suficientes, se o espaço para a sala cirúrgica e de pós são suficientes, se tem ponto de água, como é a iluminação. Coisas práticas que a gente nem imagina que tem que pensar.
O mutirão seria realizado na chácara dos pais da protetora que tem uma estrutura melhor e abrigaria melhoro evento.
Na sexta feira já levamos bastante coisa e já deixamos algumas coisas montadas. Como todos os animais eram da protetora, a secretaria não teria função. Eu e a Josi iríamos ajudar em qualquer outra coisa.
Quando cheguei já estava tudo montado e preparado. Aguardando a chegada de todos para o começo das atividades!!!
O único porém é que nem tudo estava pronto. Não se sabia ao certo todos os animais que seriam castrados, com exceção do Samuel, que era um cachorro “pegador”que já tinha feito muitos filhotes. Eles não estavam preparados. Decidiu-se que alguns que estavam na outra chácara seriam castrados também e eles ainda não tinha sido levados para o local do mutirão. Algumas coisas que poderiam atrasar um pouco as coisas.
Bem, mas tínhamos que começar as atividades e então os animais que já tinham sido selecionados foram sendo trazidos para tosar (como só tinha cães não haveria necessidade de sedar primeiro).
Começamos os trabalhos de identificação, que foi feita com fotos. Colocávamos a identificação com números e tirávamos uma foto do cão com o cartão de identificação, já que muitos animais não tinham nome. Isso era para termos controle de quais animais foram castrados.
Já sabíamos que o Samuel, um lindo cachorrinho mestiço de poodle, era muito arisco e não deixava qualquer pessoa pegá-lo. Por este motivo, assim que o marido da protetora chegou, pedimos a ele que o pegasse e o prendesse em algum cômodo da casa e assim ele fez. Só que na hora em que ele seria pego para a tosa, deu um baile no Zé e fugiu. A chácara é bem grande e ele correu por essa chácara toda com o Zé, o marido da protetora e mais um voluntário correndo atrás dele. Foi uma bela corrida até que conseguissem capturá-lo.




Vídeo do Samuel dando um olé nos voluntários


Samuel capturado depois de muita corrida


Como alguns animais que seriam castrados estavam na outra chácara, a protetora saiu para buscá-los. Quando estava voltando com os 5 cães, o carro resolveu dar problema. Simplesmente morreu e não ligava mais!!! A Josi estava com ela e ligou para seu pai pedindo socorro. Ele socorreu e elas conseguiram chegar com os cães!! O carro ficou pra trás!!
O local escolhido para a sala cirúrgica foi uma varanda bem ampla (os cômodos eram pequenos para serem feitos sala de cirurgia) e a parte aberta foi toda coberta com um plástico, formando assim umas paredes improvisadas. Porém lá pelas 16h o tempo começou a virar e começou a ventar! Tivemos que sair correndo para reforçar as fitas que estavam colando os plásticos nas pilastras, para que não caíssem e a sala cirúrgica não ficasse exposta e conseguimos fazer isso!!
Quando terminaram as cirurgias, totalizadas em 21, começamos o processo de arrumação e limpeza!
A protetora e os 5 animais trazidos da outra chácara foram embora de carona com a Josi.
Saímos de lá já tarde, todo mundo bem cansado!!
Quando já estávamos quase chegando em casa, passando por uma rotatória que tem perto de um supermercado, notamos que havia ocorrido um acidente e ao passar por ele reconhecemos a Josi e a Fernanda (a protetora). Paramos e fomos ver se estava tudo bem. Quando chegamos as meninas estavam tentando falar com seus pais, maridos e tentando decidir como levariam os animais. Elas estavam bem, não estavam machucadas e estavam preocupadas com os 5 animais operados dentro do carro. Quando conseguimos falar com elas, ficamos sabendo que elas estavam fazendo a rotatória, quando o rapaz não parou no PARE e acertou em cheio o carro delas que foi parar no meio e em cima da rotatória. O rapaz estava dirigindo um Fiorino daqueles todo fechado, que depois ficamos sabendo ser de um supermercado da cidade e ele estava completamente bêbado.
Como estávamos perto de casa, decidi ir até lá para descarregar o carro, que estava lotado, e depois levaria os animais para a chácara. Porém quando voltei, as meninas já tinham conseguido com o pai da Josi, que ele fosse levar os animais!! As meninas teriam que ir até a delegacia.
Depois ficamos sabendo que a ida a delegacia foi até às 3 da manhã!!!
Mutirão das aventuras!!! Mas no final todos sãos e salvos!!

Sala de espera


Sala de Cirurgia


Sala de Pós

9º Mutirão Castração Evolução

Realizado no CRAS Francisco Duarte, no dia 23/08/14. Era uma comemoração, pois o projeto estava completando 1 ano. Era o meu terceiro mutirão!!
Depois de dois mutirões que terminaram bem tarde e que foram bem cansativos, este tinha 26 animais inscritos. Um número bem menor, para conseguirmos ajustar algumas coisas.
Para este mutirão também levamos um gatinho. O Nino, um gatão lindo e dócil, que foi trazido por uma gatinha que ficava aqui no quintal, ainda bebê. Ele e seu irmãozinho!!
Eu já estava mais familiarizada com o trabalho e já percebendo algumas coisas que poderiam ser feitas para agilizar o trabalho.
A aventura deste mutirão foi justamente com o Nino!!! Antes de contar a aventura, acho que convém contar um pouco da história deste gato lindo! Ele e seu irmão cresceram aqui no quintal. O irmãozinho dele morreu cedo, atacado por cachorro e ficou só ele, que já tinha enturmado com outros gatinhos de outra ninhada. Ele só entrou pra casa depois de muito trabalho, pois não queríamos que ele tivesse o mesmo destino que seu irmão.
No dia do mutirão era a primeira vez que ele saia de casa e seria a primeira vez também que teria contato com pessoas diferentes de nós! Era natural que ele estivesse bastante estressado!! Depois das fugas acontecidas nos mutirões anteriores foi estabelecida a regra que os gatos só seriam tosados depois de receberem o sedativo. Aplicaram o sedativo no Nino e aguardaram. Ele não mudou nada, nem preguiça deu. Aí aplicaram outro sedativo e mais uma vez nada. Acho que foram 3 sedativos e nada!!! Minha mãe já havia avisado que os gatos que nós levávamos eram diferentes, que eles não tinham contato com pessoas e por isso não aceitariam toque com facilidade. Só que depois de 3 sedativos as pessoas achavam que ele já estaria sedado, mesmo não parecendo e acharam que já podiam tirá-lo da gatoeira de boa e sem problemas!!! Ledo engano!!! Na hora que a moça enfiou a mão na gatoeira para pegá-lo, ele meteu o dente no dedo dela!! Sem dó!!! No final, ele foi anestesiado para que conseguissem tosá-lo e já foi direto para a mesa de cirurgia!!!
Neste dia, além do mutirão, estava acontecendo o Festival de Inverno na cidade e ia ter um show duplo. Primeiro Sá & Guarabyra e depois Paulinho Moska e eu queria muito ir. Por isso avisei com antecedência que iria embora mais cedo e assim o fiz. Saí de lá mais cedo, fui pra casa para tomar um banho e trocar de roupa e ir pro show!! Tudo correndo e a pé, já que o carro precisava ficar para carregar tudo no fim do mutirão. Eu estava muito cansada, já que tinha ido trabalhar, saído correndo para ir para o mutirão, trabalhado e agora ia pro show!! Cheguei na hora marcada para o começo do show, mas como pontualidade não é uma das qualidades nos eventos da cidade, ainda não tinha começado e nem parecia que já ia começar. Como estava bem cansada, resolvi ficar sentada mesmo, mas só tinha lugar lá atrás, longe do palco (que não é o que eu gosto). Assisti o show do Sá & Guarabyra, mas o do Paulinho Moska não consegui ver tudo, infelizmente!
Quando cheguei em casa, minha mãe estava as voltas com o Nino, que tinha passado mal. Pelo que foi dito, pelo fato dele ter tomado tantos sedativo e depois a anestesia, ele teve uma queda de glicose. Ficou mal, a temperatura baixou demais e os batimentos cardíacos também baixaram muito. Com instruções da veterinária, ele foi aquecido e foi dado água com açúcar para aumentar a glicose e aos poucos ele foi voltando, no dia seguinte ele já estava melhor e foi melhorando aos poucos até ficar bom! A recuperação da cirurgia foi excelente!!!

Este é o Nino! Assustado na gatoeira!


Sala de cirurgia pronta


Sala de Cirurgia


Sala de Pós pronta


Sala de Pós

8º Mutirão Castração Evolução

Mais um Mutirão realizado no Sine, no dia 21/06/14, onde 43 animais foram castrados.
Como em qualquer mutirão, sabíamos que muito trabalho nos aguardava, afinal eram 43 animais inscritos!!!! Mas estávamos preparados!!
Para este mutirão levamos mais um gatinho para castrar. Como aqui em casa temos pouca criatividade para dar nomes aos bichos, chamávamos este de Pé Quebrado (porque ele apareceu uma vez com a patinha da frente machucada e mesmo depois de sarar continuou mancando), um gatinho muito dócil e querido, que infelizmente já sumiu. Este gatinho não deu nenhum trabalho (aleluiaaaaaaa)!!!!
Bem, mas vamos ao mutirão... eu ainda meio perdida no trabalho, meio sem saber direito como fazer as coisas, tendo que perguntar algumas coisas, mas seguindo em frente e dando o melhor.
Foi um mutirão como os outros até um determinado momento, em que levaram uma gatinha para tosar e ao tirá-la da caixa de transporte ela mordeu a pessoa e fugiu. A gatinha estava muito assustada, como é bem normal em situações assim e pessoas estranhas estavam tentando pegá-la. Ela fugiu para a casa que fica bem em frente ao Sine. A dona da gatinha se desesperou, afinal era a filha dela, a gatinha que dorme com ela todas as noites. E lá foi a dona da gatinha tentar entrar em contato com os donos da casa, para tentar resgatar a bichinha e ficou extremamente frustrada quando percebeu que não tinha ninguém em casa e uma vizinha informou que eles estavam na fazenda e que vão todos os fins de semana pra lá e normalmente voltam somente no domingo (era um sábado). A dona da gatinha resolveu então montar acampamento em frente a casa, estendeu o cobertor que tinha levado para o pós operatório da gatinha no chão e sentou lá, na esperança de que a gatinha saísse. Eu estava lá dentro, ainda na função e só ficava sabendo notícias por terceiros.
Neste mutirão a minha mãe, que é a responsável pela limpeza e organização do ambiente, ia ter que sair mais cedo, porque ia viajar e nós que iríamos ter que fazer a organização e a limpeza após o término de tudo.
Mais tarde, depois do pôr do sol, a dona da gatinha apareceu com a caixa de transporte e o olhar mais aliviado do mundo. A gatinha tinha sido resgatada!! Ela contou que a dona da casa havia chegado e que tinha, inclusive, tinha tomado um susto enorme com uma moça sentada em um cobertor em frente o seu portão (pelo que entendi a casa havia sido assaltada recentemente e eles ainda estavam assustados), mas depois de todas as explicações, a dona da casa permitiu a entrada para o resgate da gatinha. Achávamos até que ela desistiria de castrar a bichinha depois de tanto estresse, mas ela, dona consciente que é, disse que já estavam ali e que a gatinha ia ser castrada sim!!!!
Depois deste episódio, associado ao baile que o Filhote tinha dado no mutirão anterior, o manejo dos gatos foi alterado, para evitar este tipo de contratempo.
Após o término das cirurgias, desmontamos a sala cirúrgica e o pós (que era o que ainda estava montado), guardei no carro as coisas que poderiam ser levadas no sábado mesmo e deixamos a arrumação para o dia seguinte. O dia tinha sido cansativo e as cirurgias acabaram lá pelas 22h.
No domingo chegamos lá de manhã e concluímos a arrumação e limpeza!!!!

Sala de espera


Sala de cirurgia


Sala de cirurgia


Sala de pós

sexta-feira, 12 de junho de 2015

7º Mutirão Castração Evolução

Mutirão realizado no Sine, no dia 17/05/14, onde foram castrados 45 animais.
Minha primeira participação no Mutirão Castração Evolução, como voluntária!!! Cheguei meio sem graça, perdida e sem saber o que fazer (o que era natural). Fui encaminhada a ficar na secretaria e pouco depois fui apresentada à minha companheira de trabalho, a Josi. Uma moça risonha e muito simpática!
Ficamos ali e nossa função era receber as pessoas que chegavam com seus animais, registrar seus dados em uma ficha, preencher um cartão que acompanha o animal até a sala cirúrgica, contendo a senha, o nome do animal, seu peso e informações sobre anestesia (que são preenchidas pelo pessoal da sala cirúrgica).
Neste Mutirão levamos mais um gato dos nossos para castrar, o Filhote, que na hora de sair da caixa para ser tosado e anestesiado, fugiu. A sorte é que ele estava dentro de uma sala fechada e conseguiram cercá-lo e pegá-lo. Eu, como estava lá fora, só ouvi a confusão. Filhote deu um baile no pessoal, antes de ser recapturado.
Foi muito bom passar aqueles momentos ali, mesmo estando ainda meio perdida, mesmo ainda não conhecendo o pessoal. A sensação ótima!!! As cirurgias acabaram às 22h e depois que acabam e que os animais recebem alta, ainda tem o final. Limpar tudo, arrumar tudo, para entregarmos o espaço exatamente como nos foi emprestado.
Quando cheguei em casa, estava cansada, mas bastante satisfeita!!!


Sala de Espera


Sala Cirúrgica


Sala Cirúrgica


Sala de Pós