quarta-feira, 16 de maio de 2018

33º Mutirão Castração Evolução

Para contar sobre o 33º mutirão, preciso começar falando que a Ludmila recebe há algum tempo, pedido de ajuda para um distrito de Araxá, onde existem muitos animais em situação de rua. Este distrito fica há aproximadamente 37 km do centro de Araxá. Algumas pessoas moram em Araxá e trabalham em Itaipu (nome do distrito) e ficam com dó dos animais de lá.
Com tudo isso a Ludmila resolveu que seria uma boa ideia levar o mutirão até lá, para não ter que trazer os animais de lá para castrar aqui.
Depois de muita conversa com os veterinários que são, de fato, quem determina a data do mutirão, decidiu-se pelo dia 17/03/18! E depois de conseguir uma data com os veterinários, foi a hora de começar a conversar com a diretora da escola local, sobre a liberação do espaço para a realização do mutirão lá.
Liberação concedida! Após isso a Ludmila e a Ângela foram até o distrito para fazer um levantamento dos animais locais, fazer inscrições, conhecer as pessoas (donos e tutores dos animais), distribuir material informativo sobre a castração. Até mesmo para que a informação do mutirão chegasse até os moradores das fazendas próximas e para que eles pudessem levar seus animais também.
Após mais esta etapa, restava mais uma: a distribuição das caronas! Algumas pessoas poderiam ir ainda de manhã, outros só poderiam ir a tarde e foi bem difícil encaixar tudo. Mas mesmo com a dificuldade, conseguimos encaixar todos os que iriam. Mas sempre que o mutirão é em algum lugar mais afastado fica complicado para alguns voluntários comparecerem.
Como o distrito não fica muito perto, não seria possível irmos até lá na sexta a noite para montar tudo. Deixamos para fazer isso na parte da manhã. Até porque os veterinários que viriam e chegariam de manhã viriam de Uberlândia! Então enquanto eles estivessem na estrada, a gente montaria e arrumaria tudo!! E foi o que fizemos!
Quando os primeiros veterinários chegaram já providenciamos para que pudessem começar. Porém não tínhamos voluntários para ficar na sala do pré! Sendo assim os próprios veterinários teriam que pegar o acesso dos animais, mas ainda precisaríamos de uma pessoa para aplicar o sedativo, o antibiótico e o antiinflamatório. O começo foi bem complicado.
Mas como São Chiquinho não nos abandona, uma das veterinárias que veio de Uberlândia, é anestesista e até castrou uma fêmea, mas quando terminou foi ajudar na sala do pré. Foi bom que ela já foi verificando melhorias possíveis no nosso protocolo anestésico e como ela estava lá, já foi aplicando os sedativos e os medicamentos e colocando os animais no soro. Ela caiu do céu!!
E assim tudo foi seguindo muito bem!
O distrito é bem pobre e não seria cobrada a taxa e os medicamentos do pós operatório seriam doados.
Mas em um determinado momento, uma pessoa que não é moradora do distrito, apareceu por lá com seu animal (que é de raça) e na hora de preencher os papeis de autorização, questionou sobre a tatuagem que fazemos na orelha do animal, dizendo que não concorda com isso, que seu animal não era de rua e que tinha tratamento vip, que tinha veterinário que cuidava... e ninguém estava entendendo o porquê dela querer castrar o seu animal em um mutirão para pessoas carentes. Nesse momento o Zé (que é presidente da ONG) já estava lá conversando com essa pessoa e disse que se não concordava com aqueles termos, nós não poderíamos castrar seu animal. Ela disse que assinaria, mas que ainda assim não concordava e o Zé insistiu que não poderíamos castrar o animal. Ela saiu pisando duro e nada satisfeita. Depois descobrimos que o seu pai é morador da redondeza e que levou animais da fazenda (que atendiam os requisitos) para serem castrados.
Alguns estudantes de veterinária foram até Itaipu, para ajudar. Eu não sei, pois não sou estudante de veterinária, mas do meu ponto de vista, os estudantes que participam do mutirão, tem um intensivão de aprendizado. Já adquirem ótimas experiências!
No início da conversa sobre esse mutirão, houve uma grande dúvida quanto a presença dos veterinários parceiros de Uberlândia. Confirmados só estavam os nossos dois super, hiper, power veterinários parceiros de Araxá (que por incrível que pareça, são apenas dois)! E por esse motivo achávamos que não conseguiríamos castrar tantos animais quanto gostaríamos. Mas por fim, vieram mais veterinários e poderíamos aumentar o número de animais. Em determinado momento, a Ludmila saiu de carro pelo distrito para capturar os animais de rua que ficam lá e conseguiu pegar mais dois. Quando ela voltou viu dois cãezinhos filhotes que estavam vagando na porta da escola. Ela estranhou, mas achou que era de alguém que estava ali. Passado mais um tempo, eles ainda estavam por ali e ela, incomodada com aquilo, saiu perguntando a todos a fim de descobrir se eram de alguém! E não era!! Algum “ser humano” teve a capacidade de abandoná-los ali na porta. Só abrindo um parêntese aqui, ABANDONO DE ANIMAIS É CRIME AMBIENTAL, previsto na Lei Federal 9.605/98.
A Ludmila os resgatou e depois de conversar com os veterinários e eles aprovarem a castração dos mesmos, decidiu-se que eles viriam para Araxá e seriam postos para adoção após o período do pós operatório!
E assim ocorreu o 33º mutirão Castração Evolução!!! Foram 35 animais castrados! Mais uma história de sucesso!!!
Distribuição de panfletos

Levantamento

Secretaria

A tradicional foto da galera esperando

Bruna, aquela que caiu do céu

Sala Cirúrgica

Esterilização

Pós

A nossa mascote

32º Mutirão Castração Evolução

Entra em cena, mais uma vez, a parceria Araxá – Uberlândia!! Como o primeiro mutirão foi um sucesso, o André quis fazer mais um mutirão em Uberlândia.
O primeiro mutirão de 2018!!! Marcado para o dia 20/01 (um dia após meu aniversário) e eu, mais uma vez, toda satisfeita porque seria a minha folga e eu poderia ir participar.
Como o André já tinha presenciado a organização do primeiro mutirão em Uberlândia, já tinha noção como era. E, juntamente com a Cassiana, teve tempo para organizar este, fazendo contato com muita gente, com antecedência!! A organização mesmo foi feita por eles! Por sugestão e insistência da Ludmila, eles conseguiram um escola para que pudéssemos realizar o mutirão. Uma escola tem o tamanho adequado e tudo o que precisamos no que diz respeito a espaço.
Nós iríamos sair daqui na sexta a tarde (bem no dia do meu aniversário), para chegar lá no início da noite e já iríamos direto para a escola, para montar tudo. Como não conhecíamos a escola, tudo teria que ser pensado lá na hora. Onde seria cada estação de trabalho, onde seriam as salas cirúrgica, de pré e de pós.
Saímos pouco depois das 16 horas e fizemos uma viagem bem tranquila. Chegamos lá no final da tarde (ainda com dia claro por causa do horário de verão) e André já nos esperava!!
A escola tem um pátio no centro e uma espécie de varanda enorme (que é onde é a cantina). Assim que chegamos e entramos, o Zé e minha mãe falaram quase ao mesmo tempo: aqui a sala cirúrgica!!!! Se referindo a esse varandão!
Depois de verificado que era possível fazer ali mesmo a sala cirúrgica, porque tinha como fechar as laterais que davam para o pátio com toldos, fomos verificar onde seria melhor colocar as salas de pós e pré. Como tínhamos a escola toda a disposição e como haviam muitos animais inscritos, decidimos fazer duas salas de pós, uma pra gatos e outra para cães. A sala do pré foi montada ao lado dessas duas designadas ao pós e ambas ficavam próximas de onde seria o grande salão cirúrgico.
A escola estava em reforma, por ser época de férias escolares e por isso não precisávamos nos preocupar em como estavam as carteiras, porque ainda seriam mexidas após o mutirão. Isso adianta um pouco o serviço, pois geralmente a gente conta tudo dentro da sala antes de desmontar. Quantas cadeiras, quantas mesas, se tem armário, mesa do professor, se tem qualquer outra coisa em cima das mesas, onde está cada coisa... isso tudo para que ao final, tudo volte para onde estava.
Bem, mas no caso da escola em Uberlândia tivemos que colocar as carteiras nos cantos, para liberar espaço no centro da sala. Deixamos as duas salas de pós prontas, a sala do pré pronta e o salão cirúrgico pré pronto, pois o mutirão tem apenas 4 mesas cirúrgicas e iria chegar mais, só que no sábado cedo.
Saímos de lá quase 22 horas e ainda fomos procurar um lugar para comer, pois estávamos mortos de fome e cansaço.
Ahhh... esqueci de mencionar um detalhe muito chique. O André, em sua organização do mutirão, conseguiu hospedagem para nós, em um hotel bem agradável.
No outro dia saímos cedo e fomos para a escola e já sabíamos o tanto de serviço que tínhamos pela frente. Começou a chegar gente, a chegar gente e eram voluntários. Eu nunca tinha visto tanto voluntário!!! A Cassiana tinha feito uma grande lista com as funções e quem ficaria em cada uma.
Tinha que arrumar os transformadores, visto que todos os equipamentos do nosso mutirão são 110V e em Uberlândia tudo é 220V. Fomos tendo pequenos problemas que iam sendo resolvidos.
Ao final da arrumação, tinham 12 mesas cirúrgicas!!
O Ésio e a Ângela foram daqui de Araxá no sábado cedo.
O pessoal de lá criou um banner sobre os cuidados pós cirúrgicos, que ficou show de bola! E durante todo o dia deram palestras sobre esse tema. Essas palestras eram ministradas por estudantes de veterinária.
Aliás, muitos dos voluntários eram estudantes de veterinária. Em Uberlândia existem 4 faculdades de Medicina Veterinária e para os estudantes, o mutirão é um enorme aprendizado. Na sala do pós tinham estudantes! Eles auscultavam coração e pulmão dos animais durante a recuperação, foi lindo!!! Ângela aprendeu bastante com eles e eles com ela!! Uma troca incrível de conhecimentos!!
Era uma correria, a escola é bem grande e aquele tanto de gente e eles precisando de ajudas das mais variadas!! Coisa mais deliciosa!!!
Num determinado momento, o Zé pediu que eu ajudasse a Maria Amélia, na lavação e esterilização dos instrumentos cirúrgicos, pois como eram muitas mesas, muitos veterinários operando, tinha que ter muito instrumento pronto. A gente tinha que ficar vigiando as mesas e assim que colocassem os instrumentos no vasilhame, a gente já pegava e corria pra lavar. E olha que tinha duas autoclaves. Uma nossa e a outra é uma que ela, a Maria Amélia, cedeu. Ela era dentista e usava em seu consultório. Fiquei lá ajudando e a gente foi conversando!! Uma pessoa incrível!
Uberlândia é uma cidade bem quente e lá o pós teve um problema contrário ao que temos aqui de vez em quando. Aqui, os animais anestesiados, perdem temperatura e eventualmente precisam ir para o colchãozinho elétrico, para a temperatura subir. Lá em Uberlândia foi o contrário, a temperatura dos animais estava alta e foi necessário fazer compressas de água fria para baixá-las.
O mutirão causou uma movimentação tão bacana no bairro, entre os estudantes de veterinária, entre os protetores da cidade. Até o MGTV esteve lá e fez uma reportagem bem bacana sobre ele.

Foi uma correria alucinante!!! Mas foi tão incrível!! A troca foi tão intensa! Era tanta gente trabalhando muito em prol dos animais!! Foi lindo demais!!
Ao final, após a contabilidade, fechamos com recorde absoluto!! 117 animais castrados!
Galera aguardando

Pré

Salão

Esterilização

Lanche

Pós cães

Pós gatos

Palestra sobre cuidados pós operatórios

A culpa é toda deles

31º Mutirão Castração Evolução

E chegamos ao último mutirão do ano de 2017!! Voltamos para a escola Auxiliadora Paiva e a data escolhida foi 16/12/17! A escola estava com uma nova diretora e foi necessária toda aquela conversa e explicações de quando começamos a parceria em alguma escola nova. Mas não houve problemas, a nova diretora foi bastante receptiva e liberou a escola para que realizássemos o mutirão e liberou todas as salas necessárias e a quadra também.
Como de costume, fomos para a escola na sexta a noite para deixar tudo preparado. Eu já disse em outras ocasiões, mas com o tempo nós fomos aprendendo a organizar o mutirão bem mais rápido. Isso consiste em retirar as carteiras das salas, deixando as que formos utilizar durante o mutirão. Na sala cirúrgica ficam muitas pois juntamos várias mesas para fazer um mesão onde ficam medicamentos, instrumentos, kit de emergência, seringas, gaze, algodão... tudo o que se usa nas cirurgias. Ainda deixamos uma mesinha ao lado de cada mesa cirúrgica para ser o apoio, utilizamos mais duas mesas onde colocamos o recipiente com água e sabão (um sabão especial) para onde os instrumentos sujos vão e são retirados de tempos em tempos para serem lavados e esterilizados.
Na sala do pós tiramos as mesas e cadeiras do centro da sala e deixamos um grande vão no centro onde montamos o suporte de soro e os colchonetes onde serão colocados os animais após a cirurgia.
N sala do pré também fazemos isso, tiramos as carteiras do centro, onde deixamos somente as que formos utilizar.
Tudo isso fazemos no dia anterior.
A sala cirúrgica já fica completamente montada, inclusive com o mesão completamente abastecido e as mesas de apoio já com o que será utilizado. Assim com as demais salas.
O que não deixamos pronto é a secretaria e a esterilização, que ficam do lado de fora das salas. Sendo assim já deixamos as mesas separadas, os materiais utilizados separados e no sábado cedo é só levar para o local onde ficará a estação de trabalho.
Para este mutirão, a Ludmila me pediu que fizesse a distribuição das funções, em que setor cada voluntário ficaria. E vou falar uma coisa pra vocês... ô função difícil!!!
A dificuldade é que nossos mutirões tem hora para começar, mas não tem hora marcada para acabar. Acaba quando termina!!
E para determinar as funções de cada um é necessário saber que horas aquela pessoa vai chegar e até que horas vai ficar. Olha a dificuldade...
As vezes os voluntários só me falam que vão e que horas vão chegar, mas não falam quando vão embora. Mas imagina que a pessoa está escalada para ser auxiliar do veterinário e esse veterinário vai ficar até o fim das cirurgias e pessoa tem hora marcada pra ir embora. Eu preciso saber disso para escalar outra pessoa para auxiliar esse veterinário da hora que o auxiliar for embora até o fim das cirurgias. No final tudo se ajeita, mas é bem difícil fazer essa escala! E foi a minha primeira vez... hahahahaha, o que faz ficar ainda mais difícil.
Enquanto eu estava fazendo essa distribuição de funções, a Ludmila me disse que a Talita (que é uma auxiliar muito experiente e muito gente boa) iria. Fiquei feliz, pois ela ficaria no pré e eu poderia aprender muito com ela.
Chegado o dia as coisas foram se ajeitando e tudo transcorrendo como o planejado. Esqueci de mencionar que eu estava de folga!!! A alegria da pessoa que no dia que tem pra descansar, trabalha mais do que se não estivesse de folga... hahahahaha.
Quando a Talita chegou eu brinquei com ela que eu amarraria uma cordinha no meu pé e no dela que se ela desse um passo pra esquerda eu daria também, se ela desse um passo pra direita eu daria também. Porém o que sucedeu não foi bem assim, eu que iria ficar no pré fiquei um pouquinho em cada lugar, fui fazendo o que era necessário. Sabe aquele personagem do Paulo Silvino? O Severino?? Pois é, era eu todinha!!!
Isso significa que eu ficava andando, vendo o que estava precisando em cada setor, cobrindo alguém que fosse almoçar ou lanchar, auxiliando algum veterinário quando necessário, correndo atrás de dono de animal, atrás de receita que não tenha ido por algum motivo, atualizando a lista de animais. Fiz um pouquinho de tudo e apesar disso, a sensação de não ter feito nada. É estranho!! É cansativo!! Mas é mutirão, ou seja, é bom demais!!!
Alguns dias antes do mutirão, várias pessoas publicaram no facebook a foto de um cão labrador lindo, que estava perambulando pela cidade. Ele foi visto em vários locais e houve vários pedidos de resgate. Mas era um monte daqueles “protetores” de sofá!! Conhecem?? É assim, a pessoa vê, quase tem um piripaque do coração de tanto dó, mas nunca podem fazer nada, os motivos são muitos... porque não tem carro, porque tem mais animais em casa, porque está dentro do ônibus, porque está indo pro trabalho... mas tudo isso se resume a: É PORQUE NÃO É MINHA OBRIGAÇÃO E OS PROTETORES QUE SE VIREM PARA RESOLVER ISSO!!! (Vou fazer um parêntese aqui, porque tem muita gente que faz um pedido desse, mas que é sério. Em geral a pessoa, por algum motivo, não pode resgatar o animal naquele momento e pede ajuda, mas geralmente a pessoa se disponibiliza a ajudar posteriormente e se responsabiliza pelo animal). Bem, o fato é que o labrador (era puro mesmo) estava perambulando pela cidade e na sexta feira acabou indo parar na Clínica Animale, que é parceira do mutirão. A Priscila, que trabalha lá e é voluntária do mutirão, o resgatou e com o consentimento da Alessandra deixou que ele passasse a noite lá e com o consentimento da Ludmila ele seria levado no dia seguinte para o mutirão onde seria castrado. E foi o que aconteceu!!! Mas esse cão causou no mutirão, pois todo mundo ficou encantado por ele!
Extremamente dócil e tranquilo, além de lindo!!!
Depois de alguns dias, descobriu-se que o labrador tem dono e ele foi devolvido ao dono,
Tivemos uma visita ilustríssima, vinda diretamente de Uberlândia, junto com a turma de lá. Professor Celso! Ele é um veterinário com vastíssima experiência e professor da faculdade de veterinária de lá. Craque!!!
Um fato ilustrativo do mutirão (pq tem que ter alguma emoção), uma cadelinha conseguiu fugir da guia enquanto aguardava!! Tadinha, estava bem assustada!! Deu um baile em muita gente que estava tentando capturá-la. Por fim, depois de muito correr, a Helena conseguiu resgatar a fujona!! Tem até fotinha do momento em que foi pega.
Ao final, 61 animais foram castrados e tudo terminou bem!!
Aguardando

Pré

Pré

Sala Cirúrgica

Professor Celso, o craque

São Chiquinho, o que mais trabalha no mutirão

Esterilização

Pós

Pós

Captura após a fuga

terça-feira, 15 de maio de 2018

30º Mutirão Castração Evolução

Mutirão muito especial!! Na verdade todos são muito especiais, mas é que nesse expandimos ainda mais o nosso trabalho.
Mutirão marcado para Uberlândia!!!!
A ideia começou no mutirão em Pratinha! Um dos estudantes de veterinária que vieram, é também um protetor de animais e faz um trabalho lindo em Uberlândia, resgatando, tratando, cuidando, procurando boas adoções. Como todo protetor, vive precisando de tudo, dinheiro, alimento para os bichinhos, remédios e mais uma infinidade de coisas. Com tudo isso ele não tem a mínima condição de castrar todos os animais com recursos próprios. Esse foi um dos motivos dele ter começado o curso de Medicina Veterinária! Ele veio conhecer o nosso projeto através da Cassiana, amou e se tornou voluntário imediatamente. E quando viu como tudo funcionava quis levar para Uberlândia!!! Não é porque sou voluntária não, mas nosso mutirão é realmente motivador e nós torcemos muito para que ele sirva de exemplo para todos na região, já que somos pioneiros.
Bom, mas o fato é que o André perguntou para Ludmila o que seria necessário para levar o mutirão para Uberlândia. E perguntou se ele arranjasse o que fosse necessário se ela levava o mutirão para lá. Ela topou!!!
Quando ele voltou para Uberlândia, após o mutirão do Instituto do Amor em Pratinha, já começou a se movimentar para conseguir o que era necessário e quando conseguiu, conversou com a Ludmila e começaram a pensar na data.
A escolha da data do mutirão é sempre um capítulo a parte, é necessário que o maior número de veterinários possa participar, se todos puderem é uma maravilha, mas isso é raro pois cada um tem seus compromissos, alguns fazem pós, outros trabalham fazendo plantão e aí tem sempre momentos de tensão. Mas no final dá certo.
Conseguiram definir uma data e a escolhida foi 11/11/17. Eu fique triste demais porque não poderia ir. Era meu sábado de trabalho!! A Ludmila me chama de fominha de mutirão, mas eu ainda não entendi o porquê... hahahahahahahahahahaha.
Como eu não fui, não sei tão bem o que aconteceu, só por relatos.
O local escolhido foi uma empresa, a Romap, a qual a dona é uma amante dos animais e faz muito por eles. Ludmila, Zé e minha mãe saíram daqui sexta a tarde, para chegar lá no início da tarde e já começar a montar a estrutura. Mas um mutirão que não tem uma aventura, quase que está incompleto né?!?! Pegaram chuva na estrada e chegaram em Uberlândia debaixo de muita chuva e pouco antes das 18h (horário de pico). Chegaram na Romap antes do expediente terminar e ficaram aguardando dentro dos carros e debaixo de muita chuva, muita chuva mesmo.
Quando puderam entrar tiveram que decidir onde cada setor ficaria e organizar tudo! Ficaram até tarde montando tudo.
E depois de tudo montado ficaram até tarde proseando, acordaram bem cedo pois tudo começaria cedinho e foram!
No sábado saíram de Araxá mais 4 voluntários com destino a Uberlândia, já que a experiência dos nossos voluntários seria muito úteis lá. Pois a grande maioria dos voluntários era de lá mesmo e não sabiam muito bem como era tudo.
Foi um mutirão de muito trabalho e 60 animais foram castrados!
E o começo de uma parceria que ainda dará muitos frutos!!

Pré


Tosa


Sala Cirúrgica


Sala Cirúrgica


Esterilização


Lanche


Pós


Pós


A culpa é deles

29º Mutirão Castração Evolução

Este mutirão foi marcado por uma novidade, a mudança de ares! Seria realizado em uma escola onde nunca tinha sido feito, na Escola Estadual Luiza de Oliveira Faria. É onde a Ludmila trabalha e dessa forma ela conseguiu que a diretora cedesse o espaço para fazermos o mutirão. A escola é ótima para esse fim, o único inconveniente é que a distancia entre a entrada e as salas é grande, ou melhor, não é tão longe, mas tem um rampa grande que precisa subir e descer toda hora.
Levamos as coisas na sexta a noite e montamos a estrutura, uma sala de pré, uma sala cirúrgica e uma sala de pós, além de uma sala para lanche.
Montamos a estrutura sexta a noite e fomos pra lá sábado cedinho. Era a minha folga e eu achei bom demais, vez ou outra dou essa sorte.
Viriam veterinários e estudantes de Uberlândia para ajudar e eles iriam começar assim que chegassem. Por esse motivo teríamos que deixar tudo pronto antes deles chegarem. Fica parecendo confuso eu dizer que montamos a estrutura sexta a noite e que sábado cedo temos que correr pra ajeitar tudo antes dos veterinários chegarem. Eu explico, tem algumas coisas que não podemos deixar prontas na sexta a noite. Por exemplo, a secretaria precisa de mesas e cadeiras e normalmente usamos as da escola, mas a secretaria fica na entrada do local e não podemos deixar as carteiras da escolado lado de fora. Sendo assim deixamos a sala cirúrgica montada, o pós e o pré montados na sexta a noite, mas alguns setores precisam ser montados sábado quando chegamos cedo. Outro exemplo é a lavação e esterilização dos instrumentos que, pelo mesmo motivo, não pode ser montada a noite.
Bem, para esse mutirão, estávamos sem uma pessoa experiente para a tosa e por esse motivo, o Robim ficou responsável, mas sabíamos que até então ele somente auxiliava nessa função e que teria que se virar nos trinta pra conseguir. E se saiu muito bem!!! Para ficar na secretaria, a Ludmila escalou dois alunos da escola que se dispuseram a ajudar. Foi bom que eles ajudaram a Eliene, que havia se saído muito bem nessa função e ficou lá.
Outra questão foi a tatuagem, visto que a voluntária responsável não chegaria antes do meio dia. Eu iria ficar no pré, para tentar conseguir experiência, mas diante da ausência da tatuadora, me ofereci para ficar no cargo, visto que eu já tinha experiência na função. O pessoal de Uberlândia chegou todo junto e como tinham veterinários e estudantes de veterinárias, cada um já tinha seu auxiliar. Sendo assim começaram logo.
Nós levamos um cãozinho que havíamos resgatado e tratado e que já estava bem.
O Wilker e a Alessandra, nossos veterinários de Araxá só podem chegar após às 13h, pois ambos trabalham sábado pela manhã. O Wilker levou uma veterinária, a Marina, para nos ajudar e foi de grande valia.
Esse mutirão teve um fato engraçado... a Jéssica levou 3 gatinhos para castrar, pois ela os colocaria para adoção. Eram lindos!!!
Eram duas fêmeas e um machinho. As fêmeas foram castradas e uma delas o namorado da Jéssica adotou!! A outra fêmea foi adotada lá no dia também!! O machinho não seria castrado nesse dia, pois os veterinários não aprovaram. Aí que se deu a confusão, porque uma senhora que lá estava, disse que queria adotar o gatinho, mas que como ele não seria castrado naquele dia, queria que alguém se responsabilizasse em ir até a casa dela, pegar o gatinho, levá-lo para castrar quando fosse a época (a castração seria doada pelo mutirão), buscar na clínica e deixá-lo em casa novamente. Quase que ela queria que alguém fosse lá e fizesse o pós operatório do bicho na casa dela. Foi um fuzuê!!! Mas ainda assim, as meninas se comprometeram em fazer isso. A mulher levou o gatinho, mas elas ficaram com a pulga atrás da orelha e foram fazer uma visita a essa senhora poucos dias após o mutirão e constataram que o bichinho não estava sendo bem cuidado e pegaram ele de volta. E acabou que o namorado da Jéssica, que já tinha adotado uma, adotou esse também!! Final feliz!!
Uma grande dificuldade que temos é conter a curiosidade dos tutores no que diz respeito à cirurgia, muitos querem ver como é. Conter a ansiedade deles com relação ao pós operatório, muitos acham que a demora do animal acordar da anestesia é indício de algum problema e no mutirão já houve caso de animais que demoraram a voltar da anestesia, mas que não apresentavam nenhum problema, só mesmo a demora para acordar. Nunca tivemos casos em que a demora a acordar fosse decorrente de algum problema.
Sempre que montamos o mutirão, estabelecemos limites onde as pessoas podem ficar aguardando e onde não podem ultrapassar. O problema é que as vezes, a estrutura do local atrapalha um pouco esses planos. Por exemplo, nesta escola para a pessoa ir ao banheiro, tinha que passar em frente às salas de pré, cirúrgica e de pós. E não podemos impedir que a pessoa vá ao banheiro. Já mais para o final do mutirão, todos já cansados de trabalhar ou de esperar, as vezes não vemos ou prestamos atenção em pessoas que estão onde não deveriam. Nesses especificamente, tivemos problema com uma senhora que havia levado seus animais para castrar e demorou bastante (essa possibilidade é informada quando a pessoa é convocada) e ela desceu a rampa para ir ao banheiro e não subiu mais. O problema é que ficou sentada junto às pessoas que estavam trabalhando na lavagem e esterilização de instrumentos o que pode ter causado confusão e engano, achando que ela estava auxiliando na função.
Essa foi a senhora queria adotar um dos gatinhos que a Jéssica levou!!!
Mas como eu disse antes, o final da história foi feliz!!!
Este mutirão foi marcado por uma deliciosa galinhada que foi doada aos voluntários e os lanches estavam deliciosos. Ganhamos uma torta de morango, uma outra de chocolate, além de várias outras delícias!!! A gente trabalha muito nesses mutirões, mas fome a gente não passa não!! Graças às doações feitas!!! Por isso, fica aqui o meu muito obrigada o todas as pessoas que nos ajudam de qualquer forma, com qualquer doação!! Saibam que elas são valiosíssimas para a continuidade do projeto!!!
Foram castrados 43 animais!!!
Secretaria

Sala delanche

Parte da galera

Sala cirúrgica

Filhotinhos adotados

Pós

28º Mutirão Castração Evolução

Este foi um mutirão muito especial!! Nosso projeto tão amado comeou a ultrapassar as fronteiras da cidade.
Foi marcado para ocorrer no Instituto do Amor, em Pratinha, uma cidade vizinha! Durante o curso de auxiliar veterinário, que alguns dos voluntários do mutirão fizeram, houve muita troca de conhecimento e experiências. Lá conhecemos a Lourdes, que é voluntária nesse Instituto, que faz um lindo trabalho de assistência. Para quem quiser conhecer um pouco mais, deixo o link:
A Lourdes nos contou, no decorrer do curso, que muitos animais são abandonados lá no Instituto e que eles acabam acolhendo esses animais. Só abrindo um parêntese aqui, ABANDONO DE ANIMAIS É CRIME AMBIENTAL, previsto na Lei Federal 9.605/98.
Ainda segundo a Lourdes, eles até já trouxeram alguns animais para castrar no mutirão, mas não é uma tarefa muito fácil, visto que precisam sair de Pratinha, que fica a aproximadamente 80 km de Araxá. Isso dificultava muito que fosse realizada a castração de todos os animais. Por esse motivo e pensando no bem estar e qualidade de vida desses animais, a Ludmila resolveu levar o mutirão para lá.
Foram necessárias algumas visitas prévias, para conhecer o local, para conversar com o responsável pelo Instituto, fazer um levantamento de quantos animais havia, quantos machos e quantas fêmeas, tudo para o bom andamento do mutirão. Essas visitas foram feitas e tudo foi acertado. A data escolhida foi 29/07/17.
Como não dá pra ter sorte todas as vezes, dessa vez eu ia trabalhar e só poderia seguir pra lá após às 12h. Muitas mensagens nos grupos foram trocadas na tentativa de se ajeitar as caronas.
O mutirão começaria assim que os veterinários que viriam de Uberlândia chegassem, sendo assim tinha que ir gente cedo, por outro lado tinha algumas pessoas também, como eu, que só poderiam ir a tarde.
Uma das veterinárias fixas do nosso projeto veio de Uberlândia passando bem mal do estômago (comeu algo que não fez bem), ela chegou, tomou um boldo e trabalhou na força e na coragem!! Tanto orgulho desse povo!!!
Para nós, aqui de casa, ia ser um fim de semana bem atípico. Ia ser o mutirão e íamos receber visitas (um tio viria de Brasília com a família). Combinamos o seguinte, eu e minha mãe, que ela iria de manhã, deixaria tudo organizado lá e viria embora na hora do almoço. Eu chegaria do trabalho, me aprontaria e iria pra Pratinha e ficaria até o final. Foi o que fizemos!!
Quando eu cheguei lá vi o tanto de voluntário que tinha ido!! Tanto aqui de Araxá quanto de Uberlândia. Muitos veterinários de Uberlândia tinham vindo, além dos nossos super, hiper, mega, power veterinários, muitos auxiliares... estava lindo de se ver.
Quando cheguei, tudo já estava funcionando redondinho e como lá não teve como fazer a sala de pré e como tinha muitos auxiliares, eu fiquei mais tranquila. Foi um mutirão onde não trabalhei tanto!
Como todos os animais eram de lá mesmo e ficariam lá mesmo, não foi preciso da secretaria completa. Cada animal recebia senha e era pesado, mas não tinha que preencher a planilha de inscrição. E como a Melina e o Moisés (voluntários que já haviam participado do projeto) fizeram uma participação especial nesse dia e ficaram fazendo justamente isso (identificando e pesando os animais), a Ângela não precisou ficar na secretaria e ela foi escalada para auxiliar no pós. E foi uma descoberta... ela se saiu tão bem que foi requisitada pela Priscila e pela Janaína para ser do pós permanentemente.
No final das contas eu fiquei ajudando a Lourdes a ir buscar os animais no canil para serem castrados ou levá-los para lá após receberem alta, a limpar e organizar o local onde os animais ficariam para o pós operatório.
Todos os animais do Instituto foram castrados!! Tivemos problema com uma cachorrinha que teve um edema pulmonar. A desconfiança foi de que ela bebeu bastante água no período que deveria ter sido feito o jejum. Por esse motivo a Ludmila preferiu trazer essa cachorrinha para acompanhar de perto, caso houvesse alguma complicação teria recurso mais fácil. Mas não houve nenhum problema e ela se recuperou perfeitamente.
Vários filhotes de lá foram postos para a adoção. Alguns até conseguiram um lar!!
As cirurgias se encerraram por volta de 17:30h. Quando estávamos limpando e arrumando, o pessoal do Instituto nos chamou para tomar uma sopa, que estava divina!!! Aliás, eles nos trataram muito carinhosamente lá, fomos muitíssimo bem recebidos. Eles fizeram almoço pra gente, forneceram um lanche muito gostoso!! Foi lindo, uma linda energia, um lindo trabalho!!!
Foram 32 animais castrados!!

Sala Cirúrgica


Tatuagem


Sala do lanche


Pós


Pós


Pós

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A galera


Veterinários e auxiliares de Uberlândia


Voluntários aguardando a sopa