quarta-feira, 16 de maio de 2018

33º Mutirão Castração Evolução

Para contar sobre o 33º mutirão, preciso começar falando que a Ludmila recebe há algum tempo, pedido de ajuda para um distrito de Araxá, onde existem muitos animais em situação de rua. Este distrito fica há aproximadamente 37 km do centro de Araxá. Algumas pessoas moram em Araxá e trabalham em Itaipu (nome do distrito) e ficam com dó dos animais de lá.
Com tudo isso a Ludmila resolveu que seria uma boa ideia levar o mutirão até lá, para não ter que trazer os animais de lá para castrar aqui.
Depois de muita conversa com os veterinários que são, de fato, quem determina a data do mutirão, decidiu-se pelo dia 17/03/18! E depois de conseguir uma data com os veterinários, foi a hora de começar a conversar com a diretora da escola local, sobre a liberação do espaço para a realização do mutirão lá.
Liberação concedida! Após isso a Ludmila e a Ângela foram até o distrito para fazer um levantamento dos animais locais, fazer inscrições, conhecer as pessoas (donos e tutores dos animais), distribuir material informativo sobre a castração. Até mesmo para que a informação do mutirão chegasse até os moradores das fazendas próximas e para que eles pudessem levar seus animais também.
Após mais esta etapa, restava mais uma: a distribuição das caronas! Algumas pessoas poderiam ir ainda de manhã, outros só poderiam ir a tarde e foi bem difícil encaixar tudo. Mas mesmo com a dificuldade, conseguimos encaixar todos os que iriam. Mas sempre que o mutirão é em algum lugar mais afastado fica complicado para alguns voluntários comparecerem.
Como o distrito não fica muito perto, não seria possível irmos até lá na sexta a noite para montar tudo. Deixamos para fazer isso na parte da manhã. Até porque os veterinários que viriam e chegariam de manhã viriam de Uberlândia! Então enquanto eles estivessem na estrada, a gente montaria e arrumaria tudo!! E foi o que fizemos!
Quando os primeiros veterinários chegaram já providenciamos para que pudessem começar. Porém não tínhamos voluntários para ficar na sala do pré! Sendo assim os próprios veterinários teriam que pegar o acesso dos animais, mas ainda precisaríamos de uma pessoa para aplicar o sedativo, o antibiótico e o antiinflamatório. O começo foi bem complicado.
Mas como São Chiquinho não nos abandona, uma das veterinárias que veio de Uberlândia, é anestesista e até castrou uma fêmea, mas quando terminou foi ajudar na sala do pré. Foi bom que ela já foi verificando melhorias possíveis no nosso protocolo anestésico e como ela estava lá, já foi aplicando os sedativos e os medicamentos e colocando os animais no soro. Ela caiu do céu!!
E assim tudo foi seguindo muito bem!
O distrito é bem pobre e não seria cobrada a taxa e os medicamentos do pós operatório seriam doados.
Mas em um determinado momento, uma pessoa que não é moradora do distrito, apareceu por lá com seu animal (que é de raça) e na hora de preencher os papeis de autorização, questionou sobre a tatuagem que fazemos na orelha do animal, dizendo que não concorda com isso, que seu animal não era de rua e que tinha tratamento vip, que tinha veterinário que cuidava... e ninguém estava entendendo o porquê dela querer castrar o seu animal em um mutirão para pessoas carentes. Nesse momento o Zé (que é presidente da ONG) já estava lá conversando com essa pessoa e disse que se não concordava com aqueles termos, nós não poderíamos castrar seu animal. Ela disse que assinaria, mas que ainda assim não concordava e o Zé insistiu que não poderíamos castrar o animal. Ela saiu pisando duro e nada satisfeita. Depois descobrimos que o seu pai é morador da redondeza e que levou animais da fazenda (que atendiam os requisitos) para serem castrados.
Alguns estudantes de veterinária foram até Itaipu, para ajudar. Eu não sei, pois não sou estudante de veterinária, mas do meu ponto de vista, os estudantes que participam do mutirão, tem um intensivão de aprendizado. Já adquirem ótimas experiências!
No início da conversa sobre esse mutirão, houve uma grande dúvida quanto a presença dos veterinários parceiros de Uberlândia. Confirmados só estavam os nossos dois super, hiper, power veterinários parceiros de Araxá (que por incrível que pareça, são apenas dois)! E por esse motivo achávamos que não conseguiríamos castrar tantos animais quanto gostaríamos. Mas por fim, vieram mais veterinários e poderíamos aumentar o número de animais. Em determinado momento, a Ludmila saiu de carro pelo distrito para capturar os animais de rua que ficam lá e conseguiu pegar mais dois. Quando ela voltou viu dois cãezinhos filhotes que estavam vagando na porta da escola. Ela estranhou, mas achou que era de alguém que estava ali. Passado mais um tempo, eles ainda estavam por ali e ela, incomodada com aquilo, saiu perguntando a todos a fim de descobrir se eram de alguém! E não era!! Algum “ser humano” teve a capacidade de abandoná-los ali na porta. Só abrindo um parêntese aqui, ABANDONO DE ANIMAIS É CRIME AMBIENTAL, previsto na Lei Federal 9.605/98.
A Ludmila os resgatou e depois de conversar com os veterinários e eles aprovarem a castração dos mesmos, decidiu-se que eles viriam para Araxá e seriam postos para adoção após o período do pós operatório!
E assim ocorreu o 33º mutirão Castração Evolução!!! Foram 35 animais castrados! Mais uma história de sucesso!!!
Distribuição de panfletos

Levantamento

Secretaria

A tradicional foto da galera esperando

Bruna, aquela que caiu do céu

Sala Cirúrgica

Esterilização

Pós

A nossa mascote

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