Este seria o meu 9º mutirão e eu já estava ansiando por um mutirão. É engraçado, porque é comum termos abstinência de mutirão. Ficamos torcendo para marcar logo! Que assim vamos trabalhar em prol dos animais e vamos nos encontrar!! A turma de voluntários é muito boa!!! Pessoal muito gente boa e a gente acaba mesmo sentindo falta de juntar todo mundo.
Bem, eu não conhecia o esquema de mutirão nessa escola ainda. Combinamos de ir para a escola na sexta para organizar tudo que fosse possível! Este mutirão também começaria mais cedo (estes mutirões começam mais cedo porque temos uma veterinária voluntária, que vem de Uberlândia, na sexta se não me engano, e de manhã ela já está disponível e por isso ela já começa a operar). Chegamos lá pouco depois das 18h e começamos! Quando é em escola, nós temos que desmontar duas salas de aula e isso consiste em tirar as carteiras (de forma que essas mesmas voltem depois para as mesma salas) e depois limpar. Para a sala de cirurgia juntamos muitas mesas de modo a fazer uma mesa bem grande, onde se coloca tudo referente às cirurgias (medicamentos, instrumentos, gazes, seringas... tudo que se usa para as cirurgias), ao lado de cada mesa cirúrgica fica uma mesa também, para que se coloque tudo que vai usar ali na hora. Todas estas mesas são forradas com um plástico para que não suje! As paredes também são forradas com esse plástico para que não haja risco de sujar. Usamos mesas também na secretaria, na tosa, na esterilização e todas estas mesas precisam ser identificadas de alguma forma, para que voltem para a sala onde estavam. Para a sala de pós, colocamos as carteiras nos cantos da sala e as que não serão usadas na sala cirúrgica também vão pra lá, de modo que o meio da sala fiquei totalmente livre. Separamos algumas cadeiras para o pessoal do pós e depois passamos o plástico nas mesas e cadeiras para proteção. Então na sexta a gente desmonta as salas, passa o plástico de proteção, monta as mesas cirúrgicas, coloca e forra as mesas que ficam ao lado das mesas cirúrgicas, já deixa as mesas que serão usadas fora das salas separadas (mas ainda dentro das salas, porque não podem passar a noite fora da sala), montamos a mesona para colocar os itens usados nas cirurgias, muita coisa já fica lá. É preciso verificar se as lâmpadas são suficientes. Isso porque normalmente as cirurgias vão até a noite e se a lâmpada não for boa e eficiente, trocamos (o mutirão tem algumas lâmpadas bem fortes) e isso pode ser feito na sexta também. O ideal, principalmente quando as cirurgias vão começar mais cedo, é que o máximo de coisa fique pronta na sexta a noite!! Depois que terminamos, trancamos as salas e no dia seguinte monta-se o que não foi possível no dia anterior.
O mutirão em si foi bem tranqüilo, dentro da normalidade. Porque o normal é ser corrido, tem hora que a gente tem que andar pra lá e pra cá... mas isso é o normal!!
O que teve de diferente, foi um cachorrinho (ou cachorrinha, não me lembro bem), que depois da cirurgia, não voltava à temperatura normal. Isso pode acontecer e depende do animal, assim como tem uns que demoram mais do que outros para voltar da anestesia. E a veterinária que estava responsável por dar alta aos animais do final preferiu esperar que a temperatura aumentasse mais. Com isso, tudo já estava arrumado e limpo, com exceção do cantinho onde estava a cachorrinha no colchão térmico e uma turma aguardando a temperatura da bichinha subir. Ficamos lá até meia noite, batendo papo!! Todo mundo cansado, mas até que foi divertido!!! A veterinária disse que queria que chegasse pelo menos em 37º C para dar alta pra ela (a temperatura corporal do cão é mais alta do que a do ser humano)... aí sentou todo mundo na porta da sala e ficou batendo papo e de tempos em tempos alguém ia lá e media a temperatura!! A torcida pelo aumento da temperatura já estava parecendo torcida de futebol ou vôlei... hahahahahahaha.
Foram castrados 34 animais!!








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