Como eram muitas, definiu-se um mutirão dobrado! Seria sábado e domingo!!
As datas escolhidas foram 07 e 08 de fevereiro de 2015, os primeiros do ano!! O local escolhido foi o CRAS Francisco Duarte, que já é parceiro do mutirão.
Começaram os contatos com as pessoas que já estavam cadastradas, para informar a data, local e para instruções sobre os exames pré cirúrgicos. Neste contato acaba-se descobrindo que alguns animais já foram castrados (não deu tempo de esperar) ou que alguns animais já morreram e isso acaba por diminuir um pouco o número de pessoas. Mas a maioria ainda estava aguardando. Existem casos também em que a pessoa mudou o número de telefone ou em que não se consegue estabelecer contato com a pessoa. Muitas coisas podem acontecer nos tempos que precedem um mutirão.
Depois do contato feito, são marcadas algumas datas para a coleta de material (sangue) para a realização dos exames e nesse momento também algumas pessoas desistem. Alguns por impossibilidade mesmo de levar o animal, mas o que percebo que muitas vezes é a boa e velha preguiça ou o total desinteresse que causa o esquecimento!
Bem, mas o fato é que depois de todo esse processo é que temos uma idéia aproximada da quantidade de animais que serão operados e até o fim do mutirão esse número pode mudar por vários outros motivos (alteração nos exames e desistência no dia do mutirão são alguns deles).
Bem, chegou o dia do mutirão e desta vez optaram por dar início às atividades mais cedo, ainda na parte da manhã. Se isso ocorre é porque pelo menos um veterinário pode chegar mais cedo, pois do contrário é impossível!
Os trabalhos de sábado começaram por volta das 11h. Seria mais cedo, mas houve uma emergência na clínica em que a veterinária que chegaria cedo trabalha e ela acabou atrasando. Mas depois que ela chegou as cirurgias começaram e correu tudo bem! Finalizamos o dia com 27 animais castrados.
Fizemos a limpeza e deixamos tudo encaminhado para o dia seguinte!
No domingo, eu e minha mãe chegamos às 7h e já tinha gente esperando!! Estava marcado para começar às 8h. Eu juro que já tentei entender as pessoas que acham que é realmente interessante chegar tão mais cedo assim, mas não consigo. A pessoa vai ter que esperar até a hora que foi marcada e mesmo que pegue a senha 1, isso não garante que depois vai ser rápido, por vários motivos que independem de nós. As vezes o próprio animal demora pra voltar da anestesia (já teve vez que uma cadelinha entrou para a sala de cirurgia durante a tarde e demorou horas até voltar da anestesia. E não foi por nenhum motivo extraordinário, ela simplesmente não acordava, mesmo estando tudo normal. Só acordou a noite, quase no fim do mutirão). Bem, mas cada um é cada um e às 7h já tinha gente lá. Chegamos e fomos organizar tudo, montar a secretaria outra vez (não podia ficar nada de fora durante a noite) e os outros setores que não ficam dentro de salas.
Este dia de mutirão tivemos uma situação inusitada, mas linda e emocionante!!! Numa saída da minha mãe para comprar pó de café, ela levou a Helena, uma menininha linda que tinha ido com os pais para levar seu gato para castrar. Na volta encontraram uma gatinha que estava perdida na rua. Essa gatinha estava na vizinhança desde o dia anterior!! Elas resgataram a bichinha, que era super mansa e dócil e aceitou o colo numa boa. Quando chegaram de volta, todo mundo ficou encantado com a gatinha. Ela deveria ter uns 4 meses. Ela era tão mansa, que foi no colo de um monte de gente!!! Assim que ela chegou foi anunciada como para a adoção!!! E ficou circulando de colo em colo, ronronando e sendo fofa. Conversamos com uma das veterinárias para saber se ela castraria essa fofa e ela aceitou!! Voltamos anunciando que a bonitinha estava para adoção e que sairia dali já castrada!!! Como ela estava sem caixa de transporte, levaram ela para a sala de pós até o momento de ser lavada para a sala cirúrgica. Na sala de pós ela fez o maior sucesso, pois se encantou com o Gatto (o gato da Helena) que já tinha sido castrado e estava se recuperando. Ela foi chagando perto, foi chegando perto e acabou deitando na barriga dele, como pode ser visto na foto!! Uma moça que tinha levado uns gatinhos para castrar se encantou por ela e resolveu adotá-la e a batizou Pucca!! Foi um caso que foi de um extremo, o abandono nas ruas, a outro, castração e o encontro de um lar!
Neste mutirão nós levamos dois cães para castrar, o Pique e a Cinzinha.
Minha mãe resgatou esta cachorrinha (a Cinzinha) que estava apavorada, no cio, um monte de cachorro em volta dela e ela se escondendo encolhida num cantinho. Assim que resgatou já levou direto em uma clínica onde ela tomou banho e foi tosada (ela é do tipo peluda e estava com pelo grande e embolado) e nesse momento que foi visto que ela estava coberta de carrapatos e estava com TVT (um tipo de doença venérea dos cães). Como nesta clínica eles não tinham o tratamento quimioterápico, levamos para ela tratar em outra. Quando a levamos para castrar, o tratamento já estava concluído e ela estava ótima.
O Pique é um cachorro grande, porém extremamente medroso e ficou muito tenso com a saída de casa. Ao contrário dele, a Cinzinha foi uma lady, não deu um pingo de trabalho.
A cirurgia deles foi tranqüila, mas o medo do Pique fez com que ele desse trabalho na sala cirúrgica, antes de apagar... hahahahahahaha. Ele tem medo de tudo.
A cirurgia da Cinzinha foi tranqüila também (quando digo que foi tranqüila, me refiro ao pós que eu vejo, pois eu não tenho acesso à sala de cirurgia e só fico sabendo por terceiros o que se passa lá durante as cirurgias). A veterinária que a castrou usa uma técnica chamada técnica do gancho, que é minimamente invasiva, um corte bem pequeno, onde foram dados dois pontos apenas. Isso possibilitou uma recuperação super rápida! No dia seguinte ela já estava brincando e pulando como se nem tivesse sido operada!!! Muito bom!!
No dia do mutirão, tinha um cachorrinho peludinho também, meio acinzentado também e por dois momentos o dono desse cachorrinho quase pega a Cinzinha... hahahahahaha. Quando teve alta a Gisele, voluntária do pós operatório, veio trazendo ela no colo e esse moço já foi na direção dela achando que era o cachorro dele. Eu estava do outro lado da quadra e vi que era a Cinzinha e fui também na direção da Gi. Perguntei se era a Cinzinha e ela leu no cartão e disse que sim. Eu disse que estava comigo e pedi que ela continuasse no pós, pois eu iria esperar o Pique ter alta para levar os dois juntos. O moço ficou meio sem graça e voltou a esperar. Mais tarde, quando íamos levá-los pra casa e saindo com ela no colo, o moço veio de novo na nossa direção!!!! Hahahahahahahahaha, tá conhecendo legal o próprio cachorro né?!?!?!
Bem, tudo correu tranquilamente, o máximo possível, no segundo dia foram castrados 35 animais!!!
Conforme ia acabando o trabalho nos setores, íamos desmontando e limpando o local. Todo mundo já estava bem cansado!! Quando as cirurgias acabaram começamos a desmontar e limpar. Por último ficou a sala de pós e a parte de fora!! Acabamos perto das 21h e fomos pra casa! O cansaço bateu forte quando chegamos, mas foi, como sempre, muito bom!!!





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